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Nome: Palácio Itamaraty / Palácio dos Arcos

Ano do início das obras: 1960.

Data de inauguração: 1970.

Arquiteto: Oscar Niemeyer.

Engenheiro calculista:  Joaquim Cardozo .

Dimensão: 84 metros x 84 metros e 13 metros de altura.

Características do Monumento:

É a sede do Ministério das Relações Exteriores. Foi concebido como edifício que serviria ao propósito de apresentar o Brasil aos visitantes estrangeiros e, portanto, foi construído apenas com materiais nacionais e seus salões abrigam obras apenas de artistas nascidos ou naturalizados brasileiros. 

"Palácio dos Arcos" foi o primeiro nome dado ao edifício, devido aos arcos da fachada. No entanto, a tradição do nome "Itamaraty", oriunda do nome da antiga sede do ministério no Rio de Janeiro, foi mais forte e o palácio seguiu chamando-se Palácio Itamaraty, apenas com a exclusão do "do" de "Palácio do Itamaraty". Em seu interior, há painéis de artistas como Athos BulcãoRubem ValentimSérgio CamargoMaria Martins e afresco de Alfredo Volpi. O paisagismo interno e externo é deRoberto Burle Marx. Em frente ao Palácio do Itamaraty, sobre o espelho d'água, encontra-se a escultura "Meteoro", desenhada por Bruno Giorgi.

A pedra fundamental do palácio foi lançada em 12 de setembro de 1960, no entanto, devido às dificuldades técnicas para atender às inovações do projeto, este só foi efetivamente concluído e inaugurado, pelo presidente Emílio Garrastazu Médici e pelo Ministro das Relações Exteriores, embaixador Mário Gibson Barbosa.

O palácio já recebeu visitas ilustres de personalidades como Pelé, na sua inauguração, em 1970 e de chefes de estado como a Rainha Elizabeth do Reino Unido, quando o edifício ainda estava em obras, em 1968, dos presidentes americanos Ronald Reagan, em 1982 e de Barack Obama, em 2011.

No protesto de 20 de junho de 2013, ocorrido em Brasília, em que se reivindicavam diversas mudanças ao Governo Federal, vidraças do prédio foram apedrejadas, algumas paredes pichadas e parte da fachada incendiada por um coquetel molotov jogado por manifestantes.

Anexo: O anexo II, que, por sua forma circular, também é conhecido como "Bolo de Noiva", teve sua construção iniciada em 1979 e foi concluído em 1986.

MRE: É um órgão do Poder Executivo, responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, no desempenho e no acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais.

A atuação do Itamaraty cobre as vertentes políticacomercialeconômicafinanceiracultural e consular das relações externas, áreas nas quais exerce as tarefas clássicas da diplomacia: representar, informar e negociar.

Histórico: O Ministério das Relações Exteriores, mais conhecido como Itamaraty, tem três momentos bastante relevantes que definiram como o órgão seria estruturado posteriormente.[36][37]

O primeiro foi a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, que negociava questões de fronteira estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. Este momento refere-se não a uma política externa do Brasil, mas a uma condução de interesses portugueses na sua maior colônia. Havia, porém, um brasileiro em destaque no panorama diplomático. O "avô dos diplomatas brasileiros" Alexandre de Gusmão, santista, dirigia a política externa portuguesa, que na época consistia em afastar os assuntos das Américas das questões sucessórias na Europa. O auge de sua atuação nesse sentido consistiu na celebração entre Portugal e Espanha do Tratado de Madri de 1750, em que se resolviam as questões territoriais na América, observando-se a efetiva ocupação de cada potência. Assim, as incursões dos bandeirantes no território que hoje pertence ao Brasil foram reconhecidas juridicamente para delimitar as fronteiras.

O segundo momento histórico relevante foi a mudança da família real para o Brasil, em 1808, quando a sede do Império foi transferida de Lisboa para o Rio de Janeiro, em decorrência das invasões napoleónicas na Península Ibérica. Transferiu-se toda a burocracia, funcionários e tradições da política exterior para o Brasil, situação que influenciou indiscutivelmente a posterior estruturação das instituições brasileiras.

Por fim, o terceiro momento relevante foi a participação do MRE no processo de reconhecimento da independência do Brasil, a partir de 1822. A relevância deste momento ultrapassa a criação das instituições diplomáticas verdadeiramente brasileiras – colocou em teste pela primeira vez a capacidade de negociação internacional dos diplomatas a serviço de D. Pedro I, que tiveram de conseguir o reconhecimento da independência do Brasil perante todas as potências mundiais.

A partir daí, e desde a sua criação nos primórdios da Secretaria dos Negócios Estrangeiros em 1822, o Itamaraty definiu alguns princípios fundamentais de atuação como a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção. Enfim, com o término da 2ª Guerra Mundial e consequente criação da ONU em 1945, consolidou sua participação em fóruns internacionais.

Os diplomatas de maior destaque na história do Ministério das Relações Exteriores foram o Visconde do Uruguai, o Barão do Rio Branco e Osvaldo Aranha, entre outros. Cabe uma sucinta descrição da importância destes três diplomatas para o MRE:

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