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Nome: Palácio da Alvorada

Ano do início das obras: 3 de abril de 1957.

Data de inauguração: 30 de junho de 1958.

Arquiteto: Oscar Niemeyer.

Engenheiro calculista:  Joaquim Cardozo.

Responsável pela construção: Darcy Amora Pinto

Características do Monumento: O palácio é designado como a residência oficial do Presidente do Brasil. Situa-se às margens do lago Paranoá, tendo sido o primeiro edifício inaugurado na Capital Federal. O Palácio tem configuração horizontal arrematada por uma capela que remete às antigas casas de fazenda do Brasil colonial. O formato diferenciado das colunas externas lembram as redes estendidas em varandas, como as que contornavam os casarões coloniais. O desenho das colunas deu origem ao símbolo e emblema presente no brasão do Distrito Federal.

Espelho d'água: Com 60 cm de profundidade, no espelho d'água estão em marco de inauguração do Palácio da Alvorada, que reflete a imagem da edificação, criando um espaço virtual infinito e a escultura as Iaras, obra do artista plástico e escultor brasileiro Alfredo Ceschiatti. 

Emas: Ave, da fauna do cerrado brasileiro, vivem soltos nos jardins do palácio. Além de decorar a área verde, as aves contribuem ecologicamente para a segurança das pessoas controlando a presença de animais peçonhentos.

Hall de entrada: A frase histórica que a poesia de Augusto Frederico Schmidt criou para o discurso de lançamento da pedra fundamental da nova capital da República ocupa a parede dourada do hall de entrada do palácio e descreve, com exatidão, o espírito acompanhou os pioneiros construtores das obras liderados por Juscelino Kubitschek: ''Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável em seu grande destino''. JK 2/10/1956

Capela: Sobre laje de 20 x 20 metros, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, está à esquerda do prédio principal. Athos Bulcão assina o projeto decorativo, desde a porta de entrada, em alumínio anodizado. as paredes, revestidas de lambril de jacarandá-da-baía folheado a ouro; até a pintura do teto, com símbolos de cristianismo. Os móveis são originais, de autoria de Anna Maria Niemeyer.

Salão de Estado: Mobiliado com mescla de móveis contemporâneos e antigos. Neste ambiente, destacam-se duas imagens sacras, santa Maria Madalena e Santa Tereza d'Ávila, em estilo barroco do século XVIII. Na parede de jacarandá-da-baía, sobressaem a tapeçaria de Kennedy Bahia, com o título Flora e Fauna da Bahia; um quadro de Djanira e Silva, intitulado Colhendo Café; um quadro de Maria Leontina, Cena II; e o quadro Fachada em Oval, de autoria de Alfredo Volpi.

Biblioteca: Do acervo participaram Manoel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Francisco de Assis Barbosa, Celso Cunha, Antonio Houaiss e Edson Nery da Fonseca. São 3.406 obras, que englobam arte, filosofia, política, história geral e história do Brasil. A biblioteca é decorada com uma tapeçaria de Di Cavalcanti - Músicos - e três mapas antigos emoldurados: América do Sul (1645), carta geográfica do Brasil e mapa do Brasil com as capitanias gerais (1656). Há também dois pequenos quadros em óleo sobre tela, Moça Sentada ao Piano (1857) e Senhora Sentada (1885), de autoria de Rodolfo Amoedo.

Mezanino: Área de circulação entre o hall de entrada, a biblioteca e o salão nobre, o mezanino tem na parede uma tapeçaria de Di Cavalcanti, intitulada Múmias. Neste espaço, destacam-se três urnas funerárias marajoaras sobre uma mesa de cristal e duas esculturas de Alfredo Ceschiatti, intituladas Outono e Inverno.

Sala de almoço: Foi criada por intervenção de 1992 autorizada por Oscar Niemeyer, é mobiliada com mesa e doze cadeiras inglesas em estilo Chippendale e duas outras mesas brasileiras do século XVIII. Destacam-se telas de autoria de Cornellis de Heem e Jan Van Huysum, artistas da escola flamenga do século XVII. Além dessas peças, a sala é também decorada com dois anjos do barroco mineiro e um conjunto de porcelana da Companhia das Índias do século XVIII.

Salão Nobre: Composto por 4 ambientes, nos quais destacam-se duas esculturas de Victor Brecheret, intituladas Morena e Saindo do Banho. O espaço contemporâneo é guarnecido com móveis de Mies van der Rohe e há dois ambientes com mescla de móveis antigos e contemporâneos, brasileiros e estrangeiros. Entre estes, dois tocheiros em madeira dourada e duas peças sacras - Sagrada família e Sant'Ana Maestra - estão expostos em mesa do século XVIII. Destacam-se ainda quadro de Aldemir Martins, intitulado Vaqueiro, e duas obras de Candido Portinari: Jangadas do Nordeste e Os Seringueiros.

Sala de Música: Situada entre o salão nobre e o salão de banquetes, a sala de música contém dois conjuntos estofados separados por um piano de meia cauda alemão (Steinberg). Ao fundo sobre a cômoda em madeira, estão expostos: São João Evangelista e São Joaquim do século XVIII.

Cinema e salão de jogos: No subsolo do palácio está a área de lazer. São espaços originais do projeto. A decoração e a tecnologia foram atualizadas no final da década de 1990.

Salão de banquetes: Concebida por Anna Maria Niemeyer, responsável pela decoração original do palácio e autora do desenho das cadeiras, o salão tem mesa que pode ser montada de várias formas e tamanhos e pode chegar a possuir até 50 lugares. ao fundo, cômoda em cedro do século XIX e, ao lado, duas arcas do início do século XX. As tapeçarias Saudades do Meu Jardim I e II são de autoria de Concessa Colaço. A escultura Edificação é de André Bloc. A prataria originalmente pertencia ao Palácio do Catete, no rio de Janeiro.

Jardins: Os jardins do palácio foram compostos em vários níveis, com exemplares de araucárias, pau-brasil, sibipirunas etc. Foram concebidos inicialmente por yoichi Aikawa, jardineiro do palácio imperial do Japão, que veio ao Brasil especialmente para executar o projeto paisagístico, a convite de Oscar Niemeyer. A escultura Rito dos Ritmos - obra de Maria Martins, em bronze - marca o início dos jardins posteriores do palácio. 

Piscina: Medindo 50 x 18 metros, localizada na parte de trás do palácio. Revestida de azulejos azul ''brenand'', sua profundidade varia de 0,70 a 2,10 metros. Também faz parte do conjunto uma pérgola, com bar e churrasqueira.

Lagoa interna: Nos fundos do jardim, em seu patamar mais baixo, existe uma lagoam independente do lago Paranoá, o qual cerca o palácio por inteiro. No ano de 2003, a lagoa foi despoluídas e revitalizada, e nela foram colocados peixes e aves que hoje formam um ecossistema.

Dragões da Independência: O 1º regimento de Cavalaria de Guarda foi criado em 1808 por Dom João VI. Os oficiais que compõem a unidade vestem o uniforme da Imperial Guarda de Honra de Dom Pedro I.

Batalhão da Guarda Presidencial: BGP teve origem no batalhão do Imperador, sendo criado, formalmente, em 18 de janeiro de 1823, com vistas a assegurar a independência da recém-criada Nação Brasileira.

Bandeira Nacional: Inspirada na bandeira do império, foi criada em 1889. A esfera Azul-celeste e a divisa positivista ''ordem e progresso'' substituíram a Coroa Imperial. Dentro da esfera, está representado o céu do Rio de Janeiro, com o Cruzeiro do Sul, às 8h30 de 15 de novembro de 1889, Dia da Proclamação da República. O hasteamento das bandeiras fica das 8h às 18h, com chuva ou sol e após as 18h as bandeiras deverão ser sempre iluminadas por questão de respeito. no período da noite a bandeira deve estar iluminada, não sendo permitido hastear sem iluminação.

Selo Nacional: é um círculo que representa uma esfera celeste, tendo, em volta, as palavras ''República Federativa do Brasil''

Brasão da República: É obrigatório o uso do Brasão da República nas autarquias; nos órgãos públicos; nos edifícios militares, oficiais e ministeriais; nos documentos e nas publicações oficiais.

História: O Alvorada tornou-se um dos ícones da arquitetura moderna brasileira e de sua peculiaridade em relação ao movimento moderno europeu. Também foi símbolo do progresso cultural e técnico do Brasil durante a década de 1950, momento em que o país vivia uma profusão cultural singular, caracterizado entre outras coisas pela bossa nova, pelaarquitetura moderna e pela arte concreta.

O formato diferenciado dos pilares externos da edificação deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no Brasão do Distrito Federal. Tal formato foi, inclusive, largamente copiado em construções populares em todo o país, o que o tornou eventualmente sinônimo de uma estética kitsch quando aplicado em outros contextos.

A construção de Niemeyer foi batizada por Juscelino Kubitschek e, quando questionado sobre o porquê do nome "alvorada", o então presidente da República respondeu com outra questão: "Que é Brasília, senão a alvorada de um novo dia para o Brasil?". É dito que Juscelino recusou o primeiro projeto feito por Niemeyer, por "falta de monumentalidade", e pediu que o arquiteto refizesse os traços para construir um palácio "que daqui a cem anos ainda seja admirado".

O nome "Alvorada" é também uma homenagem do Presidente Juscelino Kubitschek ao amigo e Ministro Victor Nunes Leal, nascido no distrito de Alvorada, em Carangola, Minas Gerais.

O Alvorada é uma construção revestida de mármore e vedada por cortinas de vidro, cuja estrutura é constituída externamente dos já citados pilares brancos. Desta forma, o vidro proporciona uma certa integração entre espaço interior e exterior. Já as famosas colunas apoiam-se no chão por um de seus vértices fazendo, aparentemente, desaparecer a ideia de peso - como que pousando o edifício no solo de Brasília. O trabalho com a curva neste e em outros edifícios de Brasília fez com que a obra de Niemeyer fosse apelidada eventualmente de barroca.

espelho d'água, que reflete a imagem do edifício, criando um espaço virtual infinito, é complementado por um grupo escultórico, As banhistas de Alfredo Ceschiatti, que parece flutuar à superfície da água, em uma materialidade que, segundo apontam críticos da arquitetura, parece fazer desaparecer a gravidade.

Restauração: As primeiras obras de restauração do Palácio da Alvorada foram iniciadas em dezembro de 2004, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e finalizadas em março de 2006. Teve supervisão técnica do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e apoio da Abdib - Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base -  na coordenação captação de recursos de patrocinadores privados. A intervenção respeitou o projeto original, contando com a colaboração do próprio Oscar Niemeyer. O foco principal da restauração foi a infraestrutura que se encontrava em estado de deterioração avançado.

Visitações: Somente nas Quartas às 14:00 horas (chegar com antecedência).

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