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Nome: Memorial Juscelino Kubitschek.

Data de inauguração:  12 de setembro de 1981.

Arquiteto: Oscar Niemeyer.

Horário de visitação: De Terça a Domingo, de 9h às 18h.

Valor do ingresso: Inteira R$ 10,00 e meia-entrada para estudantes e idosos.

Características do Monumento:

No local, encontram-se o corpo de JK, diversos pertences, como sua biblioteca pessoal, e fotos tanto dele como de sua esposa Sarah. Apresenta obras projetadas por Athos Bulcão em sua área externa, um vitral desenhado pela artistaMarianne Peretti sobre a câmara mortuária e uma escultura de 4,5 metros de autoria de Honório Peçanha.

Quem era JK: Simples, humano, compreensivo, solidário, dedicado e fraterno são adjetivos que definem o caráter e a personalidade do Presidente Juscelino Kubitschek.

Era um homem fiel aos seus antigos mestres, aos seus amigos e principalmente a seus princípios: verdade, justiça e democracia.

De sua mãe, Dona Júlia, herdou firmeza e determinação no cumprimento de seus deveres; do pai, João César, a imaginação e o sonho foram características passadas que fizeram parte do homem Juscelino Kubitschek. Junto a essas características, adiciona-se um espírito desbravador e progressista.

O Presidente JK era um nacionalista, um crédulo na capacidade do povo brasileiro, conciliador e extremamente tolerante. Era um trabalhador incansável, tanto que em sua inquietude algumas poucas horas de sono bastavam para estar disposto a continuar suas tarefas.

Porém, também era um homem sempre de bom humor. Gostava de serenata e violão, alegria e otimismo conviviam com ele no dia a dia. Encantava-se com a alvorada, com um fim de tarde e com uma bela noite enluarada. O Presidente Juscelino era uma pessoa extrovertida, que deixava transparecer o que sentia e o que pensava, com vivacidade de espírito que irradiava uma juventude que transcendia a sua idade. Mas, ao mesmo tempo, seu cérebro era maduro, raciocinava com uma velocidade e normalmente concluía o pensamento de seus interlocutores antes mesmo que acabassem de proferi-lo.

Nas vicissitudes da vida jamais esmorecia, nunca desanimava, e encontrava forças para continuar sua missão: levar a democracia e o desenvolvimento a todo o Brasil.

Trajetória política: A carreira política do médico Juscelino Kubitschek de Oliveira inicia em 1933, quando Benedito Valadares é nomeado Interventor em Minas Gerais e o designa para ser seu Chefe de Gabinete.

À frente da Prefeitura de Belo Horizonte, cargo que ocupa até 1945, quando é eleito Deputado Federal, remodela a cidade com obras de vanguarda. Obras como o complexo urbanístico da Pampulha ganham dimensão internacional.

Suas atividades como Prefeito e deputado constituinte de 1946, marcadas pelo dinamismo e total cumprimento, o credenciaram a concorrer às eleições para Governador do Estado, em 1950.

Sua administração baseia-se no binômio “Energia e Transportes”, marcando sua gestão com arrojo e pelo trabalho incansável de levar o estado mineiro ao desenvolvimento.

Político habilidoso, atencioso e de trato elegante para com todos. O Governador Juscelino era a alegria, a espontaneidade, a jovialidade. Entretanto, nessa jovial alegria e espontaneidade transparente, havia, igualmente, uma sólida proposta política. Proposta que era definida como meta e com prazos a serem cumpridos.

Ao término de seu governo, campos de pouso, escolas, hospitais, postos de saúde, faculdades, pontilhavam todo o estado. Minas adquiriu uma nova feição e uma nova mentalidade.

Todo esse trabalho naturalmente credenciaria seu nome à postulação de candidatura à Presidência da República. E assim o foi, o governador mineiro saiu vitorioso da convenção do PSD, com seu nome indicado para concorrer à Chefia da Nação.

Sua campanha política, balizada no slogan “50 anos em 5″, começaria pelo interior e não pelas grandes capitais como era o habitual. E foi justamente em uma cidadezinha no interior de Goiás, Jataí, que em cujo comício teve de responder à pergunta se mudaria a capital brasileira para o interior, tal como propunha a Constituição.

O candidato, com entusiasmo crescente, expunha em sua campanha seu Programa de Metas e anunciava a mudança da capital brasileira, agora incluída em seu Programa e desde então, denominada Meta – Síntese.

Apesar de uma oposição que não lhe dava tréguas, realizadas as eleições Juscelino Kubitschek de Oliveira se elege Presidente da República. Eleito pelo povo, o Presidente promovia confiança na economia e estimulava a estabilidade política objetivando gerar o desenvolvimento nacional e bem-social.

Os correligionários políticos o admiravam pela sua liderança sincera, descontraída e cheia de ideais cívicos. Tratava seus adversários políticos e até inimigos com tolerância e desprendimento.

Audacioso nos seus planos, administrava-os com otimismo e perseverança. Mantinha rígidos esquemas de controle das execuções, sempre atento às datas de conclusão e avaliação de qualidade.

O Presidente Juscelino Kubitschek era um democrata e gostava de se misturar ao povo para saber e, mesmo sentir, suas necessidades e carências. O liberal, o progressista, o contemporâneo do futuro conviviam com o cidadão de origem humilde, o Nonô de Diamantina, o Juscelino de Belo Horizonte, o JK que a Nação admiraria em seu corajoso projeto de fazer o Brasil avançar cinquenta anos em cinco.

Quem era D. Sarah K.: Sarah Luiza Gomes de Lemos era filha do deputado Jaime Gomes de Souza Lemos e de Dona Luiza Negrão de Lemos. Nasceu em Belo Horizonte e formou-se pelo Colégio Santa Maria daquela cidade. Foi exatamente em uma das festas escolares, tão costumeiras para a juventude da época, que lhe foi apresentado o jovem estudante de medicina Juscelino Kubitschek, então com 25 anos.

Ficaram noivos, mas, por um breve período, o jovem médico urologista decidiu romper o relacionamento e viajar à Europa para fazer um curso de especialização e reavaliar suas metas para o futuro. Na volta, reataram o namoro e casaram-se em 30 de dezembro de 1931, na Igreja Nossa Senhora da Paz, no Rio de Janeiro.

D. Sarah Kubitschek sempre apoiou JK em sua vida política. Incentivou-o a aceitar o cargo de Chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado de Minas Gerais. Desse primeiro passo, vieram outros: Deputado Federal, Prefeito de Belo Horizonte, novamente Deputado Federal, Governador de Minas Gerais, Presidente da República e, finalmente, Senador pelo estado de Goiás.

A brilhante carreira do Presidente Juscelino Kubitschek levou Dona Sarah a uma vida de restrições e de muita luta, própria das mulheres que estão ao lado de personagens que fazem a história de um país.

Morte de JK: Faleceu em 22 de agosto de 1976, durante viagem de carro na Rodovia Presidente Dutra. Segundo as autoridades de então, teria sido um mero acidente automobilístico, no antigo quilômetro 165 (atual 328) da Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade fluminense de Resende.

O automóvel em que viajava, um Chevrolet Opala, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso, tendo também seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, morto no acidente. O local do acidente ficou conhecido como "Curva do JK", antes conhecido como "Curva do Açougue". Mais de trezentas mil pessoas assistiram ao seu funeral em Brasília, onde a multidão cantou a música que o identificava: Peixe Vivo. Seus restos mortais repousam no Memorial JK, construído em 1981, na capital federal do Brasil, Brasília, por ele fundada.

Em 1996 seu corpo foi exumado, para se esclarecer a causa de sua morte, levantando-se novamente a polêmica sobre o caso. O laudo oficial da exumação novamente concluiu que foi apenas um acidente de trânsito, sendo tal laudo contestado pelo secretário particular de JK, Serafim Jardim, no livro "JK, onde está a verdade".

Em 2001, a Câmara dos Deputados instituiu uma Comissão Externa - requerida pelo marido da neta de JK, ex-deputado Paulo Octávio - para averiguar as suspeitas de assassinato do ex-presidente. A apuração final da Comissão foi taxativa:

“Por mais que se exercite a imaginação e a criatividade, não se consegue encontrar um argumento sólido, balizado, lógico e técnico que possa apoiar a tese de assassinato... Os menores detalhes não passaram despercebidos. Investigamos todas as dúvidas, todas as suspeitas. À medida que as questões foram sendo esclarecidas e respondidas, a conclusão foi-se impondo inexoravelmente. Ao final destes trabalhos, não restam mais dúvidas de que a morte de Juscelino Kubitscheck foi causada por um acidente automobilístico, sem qualquer resquício da consumação de um assassinato encomendado.”

Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade que analisa os crimes políticos ocorridos entre 1946 e 1988, decidiu analisar o inquérito sobre a morte de Juscelino. Finalmente, em 9 de dezembro de 2013, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da cidade de São Paulo, anunciou que o ex-presidente na realidade foi assassinado. Em 22 de abril de 2014, a Comissão Nacional da Verdade, concluiu que a morte de JK foi acidental.

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