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Nome: Palácio da Justiça.

Ano de inauguração: 1972.

Arquiteto: Oscar Niemeyer.

Características do Monumento: Assemelha-se ao do Ministério das Relações Exteriores e ao Itamaraty, por causa dos seus arcos. Além do espelho d’água, cascatas artificiais correm por calhas de concreto e são a atração da fachada principal. Recentemente, passou a ser conhecido como Palácio Raimundo Faora.

O Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça. Possui estrutura gótica e moderna, com a exploração do concreto e do aço. A fachada do edifício é formada por lajes curvas entre arcos com cascatas artificiais, um olho d’água e dois painéis artísticos embutidos na parede. O Palácio é localizado na Ala Norte da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional. É possível apreciar a beleza de sua fachada a caminho do Congresso Nacional.

Ideia do arquiteto: O Palácio da Justiça é marcado pela geometria retangular e prismática e pela presença da estrutura externa que caracteriza suas fachadas. Assim pensava o grande arquiteto Niemeyer - “Agrada-me sentir que essas formas garantiram aos Palácios, por modestas que sejam, características próprias e inéditas dentro do critério indispensável de simplicidade e nobreza”.

Cascatas: Traduzem a boa convivência ao colocarem, em um mesmo espaço, a rigidez do concreto e a fluidez da água – ao mesmo tempo que os panos de vidro do edifício levam a imagem do céu para o interior da construção. Para completar, ao redor, floresce o paisagismo pensado por Roberto Burle Marx para atmosfera seca do cerrado, que inclui, no espelho d'água, um jardim aquático com plantas tropicais da Amazônia.

Entrada principal: Uma passarela sobre a água levara para o interior do palácio na fachada sul, onde grandiosos painéis metálicos – com duas mil e noventa lâminas de aço inoxidável importadas da Alemanha –, criados por Athos Bulcão, adornam o amplo hall com pé direito duplo, chamado de Salão Negro. Ali, como o próprio nome indica, reinam materiais escuros, como granito preto e vidro negro espelhado. À direita, uma escada de granito preto conduz ao mezanino.

Biblioteca: Especializada na área do Direito, onde piso carpetado e móveis dos séculos 18 e 19 compõem a decoração. Além do acervo com aproximadamente cem mil volumes – dentre livros, obras raras, folhetos, periódicos, e recursos eletrônicos – o espaço guarda, também, a mesa em que o advogado do Brasil Império, Bernardo Pereira de Vasconcellos, escreveu o Código Criminal de 1830 e o ex-presidente brasileiro, Affonso Augusto Moreira Penna, registrou todo o seu trabalho na Constituinte Mineira.

Auditório Tancredo Neves: Possui dois andares, o que mais chama a atenção é o teto, formado por elementos prismáticos que trazem uma obra de Athos Bulcão.

Terceiro andar: Um amplo Jardim de Inverno de Burle Marx recebe iluminação especial, quadriculada, graças ao jogo de luz e sombra criado pelo grande pergolado que atravessa todo o vão com pé direito livre.

Quarto andar: A Sala de Retratos, onde o ministro realiza reuniões e solenidades, tem as paredes repletas de imagens de todos os ministros que já ocuparam o cargo. Ainda neste andar, na Sala VIP, ambiente que receber autoridades e personalidades, sofás pretos desenhados por Le Corbusier dividem espaço com poltrona de Charles Eames, adornos de Simone Alencar, telas de J. Borgese um cocar indígena da Tribo Paresí de Mato Grosso, doado para a Assessoria de Comunicação Indígena do Palácio.

Athos Bulcão: Nascido no bairro carioca do Catete, desistiu do curso de medicina em 1939 para se dedicar às artes visuais. Sua primeira exposição individual veio em 1944, na inauguração da sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil, em sua cidade natal.

Em 1945 trabalhou como assistente de Cândido Portinari no painel de São Francisco de Assis da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Em seguida, mudou-se para Paris, onde viveu até 1949.

Foi funcionário do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, onde trabalhou com ilustração de publicações. Também realizou trabalhos como artista gráfico e desenhista.

Na função de artista plástico, passou a colaborar com Oscar Niemeyer em 1955. Integrando o esforço de construção de Brasília a partir de 1957. Em 1958, mudou-se definitivamente para a capital brasileira. Nos anos 1960, estabeleceu parceria com o arquiteto João Filgueiras Lima, cujas obras eventualmente apresentam painéis criados por Athos.

Pelo conjunto da obra, recebeu vários prêmios e condecorações, como a Ordem do Mérito Cultural, recebida em 1995 do Ministério da Cultura.

Faleceu aos 90 anos de idade no Hospital Sarah Kubitschek da Asa Sul em Brasília, devido a complicações de Parkinson.

Possui referência em painéis nos diversos edifícios:

Visitação: visitas guiadas em grupo de segunda a sexta-feira, das 9 às 11h e das 15 às 17h. Necessário agendamento prévio pelo telefone (61) 2025-3587.

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