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Nome: Catedral metrolpolitana Nossa Senhora da Aparecida.

Ano do início das obras: 12 de setembro de 1958.

Data de inauguração: 31 de maio de 1970.

Arquiteto: Oscar Niemeyer, o primeiro monumento a ser criado em Brasília.

Engenheiro clculista:  Joaquim Cardozo .

Características do Monumento:

Desenha-se em linhas arquitetônicas singulares e originais, e guarda as marcas características do seu arquiteto: concreto armado, vidro e espelhos d’água. Ocupa uma área circular de 70 metros de diâmetro. Sua cobertura é sustentada por 16 colunas de concreto, num formato hiperbólico, medindo, cada uma, 42 metros de altura e pesando 90 toneladas.

Idéia do Arquiteto: “Pensei que a catedral pudesse refletir, como uma grande escultura, uma ideia religiosa, um momento de oração, por exemplo. Projetei-a circular, com colunas curvas, que se elevam para o céu, como um gesto de reclamo e comunicação.”

 

Campanário: Mede 20 metros de altura e suporta quatro sinos de bronze, doados pelo Governo da Espanha. Três deles – Santa Maria, Pinta e Nina –, lembram as Caravelas de Cristóvão Colombo na descoberta da América. O quarto – Pilarica – é uma homenagem a Nossa Senhora do Pilar, muito cultuada naquele país. Desde 1987, controlados eletronicamente, os sinos tocam às seis, às doze e às dezoito horas.

Batistério: Forma ovóide, que protege e complementa o interior da Capela onde se realizam os batizados. Uma escada de mármore liga a parte externa do Templo ao Batistério, o que permite acesso direto a este, sem que seja necessário passar pela nave da igreja.

As estátuas: Esculpidas por Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, quatro estátuas de bronze, cada uma com três metros de altura, estão posicionadas à esquerda e à direita da entrada principal do Templo. Representam os quatro Evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João – e o pergaminho que trazem à mão os identifica como os primeiros registradores da história de Jesus Cristo na Terra.

Cruz do topo: Na parte superior externa do Templo, onde as colunas parabólicas se unem numa laje, repousa expressiva cruz metálica, símbolo da Igreja Católica. Medindo 12 metros de altura, foi ali colocada no dia 21 de abril de 1968. Benta pelo Papa Paulo VI, guarda no seu interior duas relíquias: um fragmento da Cruz de Cristo e a Cruz Peitoral do primeiro Arcebispo de Brasília, D José Newton de Almeida Baptista. 

 

Espelho dágua: O Espelho d’Água, sobre o qual a Catedral parece pousar, proporciona não apenas proteção, mas ajuda a refrigerar e garantir umidade ao ar seco do cerrado, além de refletir a beleza do Templo. Com 40 centímetros de profundidade e 12 metros de largura, tem capacidade para um milhão de litros de água. Circunda todo o Templo, ocultando a base das colunas e dando a impressão de que elas nascem dali. Os vidros da fachada-cobertura estão afastados do Espelho d’Água cerca de 50 centímetros. É por essa fresta que entra na Catedral a brisa do cerrado umidificada pela água do Espelho.

Interior: À saída do túnel escuro, que faz a aproximação exterior/interior, está a nave, corpo principal do Templo, lugar das celebrações. É um plano circular, de setenta metros de diâmetro, com capacidade para abrigar quatro mil fiéis. Percebe-se, aí, sua grandeza, dimensão e estrutura. Parede e cúpula aparentemente unidas legam ao interior quarenta metros de pé direito, com paredes e piso de mármore de Carrara.

Vitrais: Trinta e seis mil pedaços triangulares de fibra de vidro colorida, unidos por liga de chumbo e assentados em caixilhos de aço, formam o teto da Catedral. Sem abrir mão da transparência, os vitrais enriquecem-se de desenhos coloridos da vitralista francesa Marianne Peretti.

Altar: todo em mármore de Carrara, foi presente do Papa Paulo VI à Catedral.

Crucifixo: Cruz e Cristo esculpidos em madeira de cedro, pelo santeiro brasileiro Miguel Randolfo Ávila, do estado de Minas Gerais.

O Ambão: À direita do altar principal, o ambão – uma coluna de mármore branco, de desenho adequado à Liturgia da Palavra –, é a Mesa da Palavra, de onde se faz a proclamação da Palavra de Deus nos livros sagrados.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida: Padroeira de Brasília e do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem a Catedral dedicada a ela. Guardada numa redoma de cristal projetada por Oscar Niemeyer, essa imagem é uma réplica da imagem original – surgida das águas do Rio Paraíba, no interior do estado de São Paulo –, a qual se encontra hoje na Basílica de Aparecida, no mesmo estado. Após visitar todas as capitais brasileiras, a imagem foi entregue à Catedral em 12 de outubro de 1967.

Anjos: Da cúpula da Catedral, presos por cabos de aço, pendem três anjos. O maior pesa trezentos quilos e mede 4,45 metros. O médio pesa 200 quilos e tem 3,40 metros. O menor pesa 100 quilos e mede 2,20 metros. Esculpidos por Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, lembram os 3 Arcanjos bíblicos: Miguel, Gabriel e Rafael.

 

Quadros Via-Sacra: Quinze quadros de Di Cavalcanti, o caminho percorrido por Jesus, com a cruz, desde o momento de sua condenação até a crucificação e morte no Monte Calvário.

Quadros de  Athos Bulcão: apresentando os principais mistérios da vida de Jesus e da Virgem Maria.

Cripta: No subterrâneo da nave, por trás do altar principal, uma outra capela, cujo ambiente, revestido de mármore negro, gera uma penumbra que convida ao recolhimento e à oração silenciosa. A cripta comporta ainda um altar próprio – por trás do qual está colocada uma cruz com o Cristo –, e a parede posterior ao altar abriga os túmulos destinados à sepultura dos arcebispos de Brasília. Quadros de mármore fecham a entrada de cada túmulo, num dos quais está sepultado D. José Newton de Almeida Baptista, primeiro Arcebispo de Brasília (2001). Nessa Capela fica o negativo da foto do Santo Sudário de Turim (Itália), em tamanho natural. De acordo com a tradição católica, o Santo Sudário é o lençol que envolveu o Corpo sepultado do Senhor Jesus, uma fina peça de linho que exibe a imagem detalhada da frente e das costas do Crucificado, tal qual o descrevem as Escrituras.

Batistério: Concluído em 1977, o Batistério ocupa um lugar próprio. É parte anexa em composição subtrativa, e está separado da nave da igreja para não comprometer a pureza e claridade do corpo principal. Tem forma ovóide e paredes revestidas de painéis de lajotas nas cores verde, azul e branca, criados por Athos Bulcão. Conecta-se com a nave por um corredor interno; e com a Praça de Acesso por uma escada helicoidal. Com iluminação indireta e piso forrado de tapetes escuros, mantém um ambiente que convida à reflexão e à contemplação da beleza dos significados de sua função. A pia batismal está colocada bem no centro, em plano mais elevado.

Cruz da 1ª missa: À esquerda de quem entra na Catedral, ao lado do Coro, está a Cruz histórica, assim chamada porque foi plantada no solo da capital por ocasião da Primeira Missa oficialmente programada para a inauguração da nova Capital, no dia 3 de maio de 1957. Presidida por D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, Cardeal Arcebispo de São Paulo, a Missa foi celebrada junto a essa Cruz, colocada a mil cento e setenta e três metros de altitude, no lugar hoje situado entre o Memorial JK e a Catedral Militar. A data foi especialmente escolhida por ser, de acordo com o calendário litúrgico da época, dia da festa da Santa Cruz. 

A pietá: Abençoada pelo Papa João Paulo II. Réplica da obra de Michelangelo que se encontra na Basílica de São Pedro, em Roma, foi produzida num período de três anos pelo Museu do Vaticano, com mármore em pó e resina. Constitui a primeira réplica milimetricamente igual à original – feita há mais de quinhentos anos pelo célebre escultor italiano. Pesa seiscentos quilos e mede 1,74 metros de altura.

Dom Bosco: Pesa duas toneladas e foi esculpida pelo Mestre Mauro Baldasari – artista italiano de Turim, que utilizou como matéria prima uma peça única de mármore de Carrara. O escultor explica os significados de sua obra: As mãos do santo apontam, a da direita, para a entrada da Catedral, num gesto de acolhimento aos visitantes; a da esquerda, para o altar, onde estão Jesus na Eucaristia e Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira. O corpo esculpido com acentuada concavidade representa sua total doação aos jovens. Na grande peça, presa atrás da imagem, desenhos correspondem às cenas que representam os sonhos de D. Bosco. Dentre essas destaca-se, no lado esquerdo, a imagem da Catedral da cidade localizada entre os paralelos 15 e 20 do globo terrestre – sonho profético de Dom Bosco que previa, nesse local, o nascimento de uma nova civilização, outra “terra prometida”. Dom Bosco foi proclamado Copadroeiro de Brasília em 10 de junho de 1962.

Confessionários: Em madeira, cuja originalidade e formas foram dadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

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